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26 de novembro de 2025
Por André Marinho
São Paulo, 26/11/2025 – O CEO do Nubank, David Vélez, rebateu os argumentos de grandes bancos sobre a abertura do setor financeiro nos últimos anos. Em publicação no LinkedIn, Vélez criticou o que chamou de “falsas narrativas” de agentes que, segundo ele, têm dificuldades para tolerar o acirramento da competição.
Vélez publicou ainda um gráfico que mostra a alíquota efetiva do Nubank em 31%, acima de nomes como Santander (9,6%), Itaú (14,2%) e Bradesco (8,4%). “Em 2025, o Nubank tem sido o maior pagador de imposto de renda entre as instituições financeiras brasileiras, considerando valores brutos e relativos (taxa efetiva)”, alegou, depois de apresentar uma série de pontos sobre inclusão financeira.
Entre eles, o executivo disse que 28 milhões de brasileiros abriram sua primeira conta corrente com o Nubank e que 29 milhões tiveram seu primeiro cartão de crédito com a fintech. Em oito anos, a concentração bancário caiu de 81% para 71%, com redução de 2,9 pontos porcentuais nas taxas de juros de empréstimos, ressaltou ele citando dados do Fundo Monetário de Internacional.
Vélez citou ainda uma economia de R$ 111 bilhões em tarifas, em recursos que estariam nos bolsos dos cinco grandes bancos, conforme ele. “O Nubank é um modelo nacional de eficiência em gestão, impacto social, gerenciamento de riscos e compliance, e segue formando profissionais, gerando inovação, fortalecendo o setor de tecnologia brasileiro”, alegou, antes de reforçar intenção de exportar esse modelo para o restante do mundo.
A publicação ilustra a disputa de narrativas que se instalou sobre o setor financeiro no último ano. No mês passado, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirmou, em estudo, que a “alíquota efetiva” média de Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos quatro maiores bancos era maior que a das três maiores fintechs por causa da rentabilidade.
“As fintechs são incomparavelmente mais rentáveis e lucrativas, porque o nicho de atuação delas é de crédito pessoal sem garantia, com spread maior”, disse o presidente da Febraban, Isaac Sidney, em entrevista à Broadcast este mês.
Hoje vice-chairman e chefe global de políticas públicas do Nubank, o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto chegou a aventar a possibilidade de estabelecimento de uma taxa de imposto efetiva (ETR, na sigla em inglês) em 17,5% para todas as instituições financeiras. Sidney, porém, avaliou a proposta como inexequível, que funcionaria como “truque fiscal” para as fintechs pagarem “meia entrada”.
Procurada para comentar os comentários de Vélez, a Febraban não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Contato: andre.marinho@estadao.com
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