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1 de outubro de 2026, às 09:00
Singapura, 01/10/2026 – Indicadores de atividade industrial na Ásia continuaram sinalizando expansão no fim do terceiro trimestre, com o boom de inteligência artificial (IA) ajudando a compensar pressões de custos e interrupções na oferta.
O conflito de meses entre Irã e Estados Unidos tem atrapalhado o fluxo de mercadorias pelo Estreito de Ormuz, rota marítima crucial para a Ásia, por onde passam insumos de energia e matérias-primas usadas na manufatura. Produtores sentem o impacto e muitos vêm repassando custos ao consumidor. Ainda assim, uma combinação de medidas para amortecer efeitos inflacionários e a demanda impulsionada por IA tem mantido o ritmo do setor, segundo o texto.
Os índices de gerentes de compras (PMIs) divulgados pela S&P Global reforçaram essa leitura, apontando forte crescimento da demanda externa para grandes exportadores de tecnologia como Japão, Coreia do Sul e Taiwan.
Na Coreia do Sul, novos pedidos e produção atingiram máximas de cerca de cinco anos e meio em setembro, elevando o PMI para 53,9 – acima de 50, marca que separa expansão de contração – e um dos melhores níveis desde meados de 2021. Dados oficiais separados mostraram que as exportações do país dispararam 83,5% na comparação anual no mês, superando US$ 120 bilhões pela primeira vez. A pesquisa da S&P registrou o ritmo mais rápido de novos pedidos de exportação em mais de 15 anos, sustentando melhora de confiança. “A esperança de expansão sustentada no setor de semicondutores, em particular, elevou o otimismo”, disse o economista Usamah Bhatti, da S&P Global Market Intelligence.
Em Taiwan, fabricantes também ficaram mais otimistas, com alta de produção, encomendas e novos pedidos externos. A S&P atribuiu o resultado à demanda doméstica e a mercados como Europa e EUA, apontando a melhora mais forte das condições de negócios em mais de cinco anos em setembro.
A Índia também terminou o trimestre em melhor patamar, com demanda interna e externa mais forte elevando vendas e produção. O PMI industrial da Índia, calculado pela S&P para o HSBC, subiu a 55,1 em setembro, máxima de sete meses, e as contratações voltaram a acelerar no ritmo mais rápido desde maio.
O Japão mostrou um quadro menos vibrante: o indicador composto de setembro registrou o crescimento mais fraco em seis meses, com desaceleração de produção e pedidos. Ainda assim, a pesquisa apontou o melhor desempenho trimestral desde o início de 2014 e destacou emprego como ponto positivo, com empresas confiantes de que a produção seguirá subindo, em grande parte pela demanda de IA.
No Sudeste Asiático, o quadro foi misto: a Tailândia teve PMI no maior nível em nove meses, enquanto Filipinas e Malásia entraram em contração. A S&P disse que tensões renovadas no Oriente Médio e a retomada da alta do petróleo levaram fabricantes da região a moderar expectativas.
Os PMIs também indicaram que a pressão de preços continua ampla na Ásia: empresas no Japão elevaram preços de venda em um dos ritmos mais fortes em anos; em Taiwan, a inflação de insumos também levou a novos reajustes; na Coreia do Sul, a pressão diminuiu, mas permaneceu elevada.
A Oxford Economics avalia que um conflito prolongado no Oriente Médio pode reduzir a produção industrial na Ásia-Pacífico via energia mais cara e política monetária mais apertada. A consultoria manteve a projeção de crescimento da produção industrial regional em 4,9% para 2026, mas cortou a estimativa para 2027 para 4%, ante 4,4%. Fonte: Dow Jones Newswires.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast
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