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Ausência de come-cotas em ETF de renda fixa traz economia de 1% ao ano, diz Investo

24 de setembro de 2026, às 13:50

Por Bruna Camargo

São Paulo, 24/09/2026 – Os ETFs de renda fixa não possuem come-cotas, ao contrário dos fundos de investimento ativo, o que resulta em uma economia de custo de aproximadamente 1% ao ano, segundo estudo da Investo. A gestora, na qual 50% do AuM está em ETFs de renda fixa, acredita que a eficiência tributária é um dos principais destaques para o produto.

“Pela primeira vez percebemos que o brasileiro está mudando a forma de investir em renda fixa, agora acessando os ETFs. Essa ferramenta traz eficiência tributária, pois não tem IOF e come-cotas, e tem IR fixo. Fizemos um estudo que mostra que a economia de não ter o come-cotas é de praticamente 1% no ano. Em uma janela de 10 anos você adiciona 10% de retorno só por ter o dinheiro parado no ETF de renda fixa. Isso é relevante”, afirmou Alessandra Gontijo, CCO e sócia da Investo, durante painel na 5ª edição do Women Invest Summit, evento que acontece hoje em São Paulo.

Segundo a executiva, os ETFs de renda fixa movimentaram os últimos dois anos do mercado, representando mais de 50% do patrimônio dessa indústria atualmente. “Óbvio que as taxas de juros contribuem, mas diversificação com ETFs é um tema cada vez mais em pauta”, avalia Gontijo, destacando a captação expressiva que a Investo tem observado em seus produtos. Ela cita o LFTB11, que possui mais de 80 mil clientes e ontem, por exemplo, registrou 18 mil negócios na Bolsa.

Thalita Forne, superintendente de Equities da B3, afirma que, além dos custos, o ETF acumula outras características que o torna único: exposição ampla, diversificação de ativos e liquidez. “Já estamos muito próximos a um milhão de investidores em ETFs, mas temos mais de cinco milhões de investidores na Bolsa. Olha o espaço que a gente tem. Sempre se perguntem: por que não um ETF?”

Contato: bruna.camargo@estadao.com

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