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28 de setembro de 2026, às 16:43
Por Gabriel Gonçalves, especial para a Broadcast
São Paulo, 28/9/2026 – O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta segunda-feira, 28, que seus adversários “não entendem minimamente economia” e criticou os demais presidenciáveis por, segundo ele, não tratarem do custo do endividamento do País e das famílias. A declaração foi dada após reunião com a diretoria executiva do Bradesco, em São Paulo.
“Os meus adversários, e não meus inimigos, eles não falam sobre isso, porque não entendem minimamente economia, não se preocupam com a qualidade de vida do trabalhador brasileiro e das famílias brasileiras”, afirmou Cury.
A crítica veio depois de o candidato defender um ajuste nas contas públicas, com um “pente fino e um pente grosso” na máquina pública para reduzir os déficits primário e nominal. Cury disse ainda que o governo paga cerca de R$ 1,15 trilhão por ano para financiar a dívida federal, valor que classificou como “inaceitável”.
Na sequência, direcionou o ataque a Lula. “Eu não entendo como é que o Lula pode dormir sabendo que 82% das famílias estão endividadas, pagando R$ 1,2 trilhão de reais só para financiar as suas dívidas”, afirmou.
Cury participou da reunião no Bradesco acompanhado do coordenador econômico de sua campanha, Luiz Carlos Hauly. Questionado sobre o teor do encontro, disse que a taxa de juros esteve entre os assuntos discutidos com a cúpula do banco.
Ao falar sobre o tema, defendeu responsabilidade fiscal como condição para uma redução mais rápida dos juros e disse que o Banco Central poderia levar a taxa a algo entre 7% e 8% em um prazo de um ano a um ano e meio.
“Nós temos que abaixar os juros o mais rapidamente, termos responsabilidade fiscal para que o Banco Central tenha a capacidade de abaixar, dentro de um ano a um ano e meio, para níveis de, quem sabe, 7%, 8%, e logo caia mais ainda”, afirmou.
Pesquisas
Cury também contestou os levantamentos de intenção de voto e afirmou que as pesquisas “não refletem minimamente” o que sua campanha tem observado nas ruas. “Vocês não imaginam, essas pesquisas não refletem minimamente o que nós temos visto nas ruas”, disse. O candidato citou atos de campanha em Belo Horizonte, Manaus, Cuiabá, São Paulo e Porto Velho e afirmou que os eleitores “vão se surpreender”.
“Dia 4 nós vamos rampar muito mais, quem sabe, vamos virar o jogo”, disse. Cury não apresentou, nessa fala, dados próprios de intenção de voto para sustentar a avaliação.
Na sequência, voltou a criticar a polarização entre Lula e o bolsonarismo. “Lula governa contra a direita e Bolsonaro governa contra a esquerda. Eu quero governar para os dois”, afirmou. Segundo Cury, a polarização “dividiu as famílias, dividiu as indústrias, dividiu o comércio, dividiu a nação brasileira”.
Contato: gabriel.goncalves@estadao.com
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