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30 de setembro de 2026, às 08:40
Por Gabriel Azevedo
São Paulo, 30/09/2026 – A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu a estimativa de embarques de soja do Brasil em setembro para 7,24 milhões de toneladas, ante 8,02 milhões de toneladas projetadas na semana anterior, queda de 9,7%. Mesmo com o corte, o volume representa alta de 3,8% sobre os 6,97 milhões de toneladas exportados em setembro de 2025. As projeções são baseadas na programação de embarques e constam do relatório semanal da entidade, elaborado com dados da Cargonave.
Para o milho, a Anec também reduziu a estimativa de setembro, para 5,40 milhões de toneladas, ante 5,97 milhões de toneladas previstas na semana passada, recuo de 9,6%. Na comparação anual, o volume representa queda de 22,7% ante os 6,98 milhões de toneladas exportados em setembro de 2025.
No acumulado de janeiro a setembro, considerando a programação deste mês, os embarques de soja somam 101,53 milhões de toneladas, alta de 6,8% ante 95,08 milhões de toneladas em igual período de 2025. No milho, o acumulado chega a 19,55 milhões de toneladas, queda de 18,4% ante 23,95 milhões de toneladas no mesmo intervalo do ano passado.
No caso do farelo de soja, a Anec reduziu a previsão de setembro para 1,96 milhão de toneladas, ante 2,22 milhões de toneladas indicadas na semana anterior, queda de 11,5%. O volume fica praticamente estável ante setembro de 2025, quando o Brasil embarcou 1,96 milhão de toneladas do produto. No acumulado do ano, considerando a programação de setembro, as exportações de farelo somam 19,34 milhões de toneladas, crescimento de 11,1% ante igual período do ano passado.
Os embarques de DDGS, subproduto das usinas de etanol de milho, são estimados em 73,8 mil toneladas em setembro, ante 74,8 mil toneladas na semana passada e 118,0 mil toneladas em igual mês de 2025. Para sorgo, a programação caiu para 693,2 mil toneladas, ante 756,8 mil toneladas projetadas na semana anterior. Somando soja, farelo de soja, milho, trigo, DDGS e sorgo, os embarques programados para setembro totalizam 15,36 milhões de toneladas, queda de 9,8% ante a previsão da semana anterior e recuo de 4,2% ante setembro de 2025.
Na programação da semana de 27 de setembro a 3 de outubro, os embarques de soja somam 2,02 milhões de toneladas, alta de 51,0% ante 1,34 milhão de toneladas na semana anterior, de 20 a 26 de setembro. No milho, o line-up semanal indica 1,51 milhão de toneladas, avanço de 29,8% ante 1,16 milhão de toneladas. Para o farelo de soja, estão previstas 525,7 mil toneladas, alta de 22,7% ante 428,4 mil toneladas. O sorgo tem programação de 407,7 mil toneladas, após não registrar volume previsto na semana anterior.
Os maiores volumes de soja da semana estão previstos para Santos (714,1 mil toneladas), Paranaguá (344,6 mil t), Rio Grande (325,7 mil t), São Luís/Itaqui (262,0 mil t) e Aratu/Cotegipe (135,4 mil t). No milho, Santos lidera, com 522,8 mil toneladas, seguido por Barcarena (388,7 mil t), Paranaguá (184,1 mil t), Santarém (138,3 mil t) e Vitória (121,0 mil t). Para farelo de soja, os maiores volumes saem por Paranaguá (265,2 mil t), Rio Grande (141,0 mil t) e Santos (119,5 mil t).
Na semana anterior, os embarques de soja somaram 1,34 milhão de toneladas, com Rio Grande à frente (333,3 mil t), seguido por São Luís/Itaqui (317,4 mil t) e Santos (241,4 mil t). O milho totalizou 1,16 milhão de toneladas, puxado por Santos (443,9 mil t), Barcarena (162,5 mil t), Paranaguá (138,8 mil t) e São Luís/Itaqui (126,7 mil t). O farelo de soja alcançou 428,4 mil toneladas, com Santos (323,4 mil t) na liderança.
A China permanece como principal destino da soja brasileira no acumulado de janeiro a agosto, com 70% dos embarques, seguida por Espanha (4%) e Tailândia, Turquia e Paquistão, com 3% cada. No milho, o Egito lidera as compras, com 28% do volume, à frente de Irã (14%) e Vietnã (12%). No farelo de soja, os principais destinos são Indonésia (17%), Holanda e Tailândia, com 11% cada, e Irã (10%).
A Anec ressalta que os números são baseados na programação de embarques e, portanto, podem sofrer alterações conforme as condições operacionais dos portos e outros fatores logísticos.
Contato: gabriel.azevedo@estadao.com
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