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28 de setembro de 2026, às 13:34
Por Gabriel Azevedo
São Paulo, 28/09/2026 – O vazio sanitário do algodão começa na quinta-feira, 1º de outubro, em parte de Mato Grosso, Estado que responde por cerca de 70% da produção brasileira da fibra, segundo o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). Durante o período – que vai até 14 de dezembro, a depender da região – é proibido manter no campo plantas de algodão com risco fitossanitário. As datas seguem a Instrução Normativa nº 003/2024 e não mudaram para a safra 2026/27, informou, em nota, o Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).
O Estado é dividido em duas regiões. Na Região I, que inclui Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis, o vazio sanitário vai de 1º de outubro a 30 de novembro. Na Região II, onde ficam Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sapezal e Campo Novo do Parecis, o período vai de 15 de outubro a 14 de dezembro.
A medida busca controlar o bicudo-do-algodoeiro, apontado pelo Sistema Famato como a principal praga da cultura. A permanência de plantas vivas entre uma safra e outra, principalmente soqueiras e tigueras, permite que o inseto continue encontrando alimento e abrigo. O período sem hospedeiros ajuda a interromper o ciclo da praga antes da nova lavoura.
Segundo o assessor técnico em Agricultura da Famato, Alex Rosa, o bicudo pode causar perdas significativas se não for controlado. “Os insetos são atraídos pelo cheiro e atacam inicialmente os botões florais, que caem depois de abertos. As flores atacadas ficam com aspecto de balão, por causa da abertura anormal das pétalas”, disse, em nota. As larvas também danificam fibras e sementes dentro da maçã do algodão.
A área plantada com algodão em Mato Grosso na safra 2025/26 foi de 1,36 milhão de hectares, segundo o diretor técnico do Indea-MT, Renan Tomazele. “O modelo produtivo destaca-se pelo cultivo de segunda safra, realizado no sistema de sucessão após a colheita da soja”, afirmou, em comunicado.
Contato: gabriel.azevedo@estadao.com
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