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24 de novembro de 2025
Por Isadora Duarte
Brasília, 24/11/2025 – O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, considerou que as novas demarcações de terras indígenas anunciadas pelo Executivo durante a COP30 foram feitas de “forma exacerbada”. “Não sei se (o presidente) foi induzido ao erro, mas foi de forma exacerbada. Estou levantando os dados e vou procurar, dentro da minha capacidade dentro do governo, ajudar a reverter essa situação”, afirmou o ministro a jornalistas nesta segunda-feira, após participar da inauguração do escritório da ApexBrasil em Cuiabá.
Na última semana, o governo homologou por meio de decretos presidenciais a demarcação de terras indígenas no Pará, Amazonas e Mato Grosso, com o total de 2,45 milhões de hectares, atendendo à demanda levada por grupos indígenas durante a Conferência do Clima. Outras dez terras indígenas tiveram a oficialização demarcada em Amazonas, Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná e São Paulo. O agronegócio questiona a demarcação antes de o Supremo Tribunal Federal concluir a ação referente à constitucionalidade da lei do marco temporal.
O ministro afirmou que está levantando mais informações sobre o processo. “Me parece que ele foi uma busca, levaram ao presidente uma busca que estava tudo pronto e que poderia ser feito sem nenhum conflito e que estava pacificado, o que não é verdade. E ele acabou publicando esse decreto”, disse Fávaro.
Segundo o ministro, se houver inconsistência no processo, ele apoiará a revisão do caso. “É possível a convivência harmônica entre indígenas e brancos. E não há que sobrepor tirar de A para dar para B, nem tirar de B para dar para A. Se for caso de desapropriação, tem de ser com indenização por valor venal em dinheiro”, defendeu o ministro. Caso contrário, segundo Fávaro, trata-se de uma injustiça.
Contato: isadora.duarte@estadao.com
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