Política
14/02/2018 14:31

Pezão admite falha na segurança do carnaval do Rio


Rio, 14/02/2018 - O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), admitiu que o esquema de segurança do Rio no carnaval teve falha e ainda precisa ser aprimorado. Ao ser questionado pelo Estado sobre o grande número de ocorrências policiais, Pezão disse que "sempre dá para melhorar mais, mas estivemos com o maior contingente dos últimos dez anos", ponderou.

Em entrevista à Rede Globo, Pezão admitiu que o governo não estava preparado para o evento. "Houve uma falha nos dois primeiros dias e depois a gente reforçou aquele policiamento. Mas eu acho que houve um erro nosso. Não dimensionamos isso", disse.

Já o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse ao Estado que ainda não recebeu a avaliação da Secretaria de Segurança do Rio sobre o esquema. "Estive envolvido no carnaval com a crise dos venezuelanos em Roraima", disse, referindo-se ao fluxo migratório no Estado.

No dia 12 de janeiro, Jungmann e Pezão deram uma entrevista sobre planos de segurança para o carnaval do Rio. O ministro disse, na ocasião, que não era favorável ao apoio das Forças Armadas na segurança durante o evento porque "não há descontrole nem desordem no Estado". Jungmann argumentou que o Estado do Rio enfrentou grandes eventos recentemente, sem a necessidade de recorrer aos militares.

Jungmann descartou o uso das Forças Armadas depois que o prefeito Marcelo Crivella (PRB) anunciar que pediria o apoio. Por lei, porém, o reforço só poderia ser requisitado por Pezão, que declarou que não faria a solicitação.

"É muito justo que o prefeito se preocupe com a sua comunidade e efetivamente com o carnaval, mas imagine vocês se nós viéssemos, por acaso, a atender solicitação do Rio, como é que ficaria a nossa posição diante de outras cidades, como Salvador, Recife, Olinda, Fortaleza e Natal, que também têm grandes carnavais e que, evidentemente, todos os prefeitos se preocupam com sua comunidade?", disse o ministro.

Já Pezão afirmou, na data, que "existe um plano de segurança nosso que sempre existiu no carnaval". "Em nenhum momento passou pela gente pedir Forças Armadas. A gente teve o Réveillon com três milhões de pessoas aqui e a gente viu que não teve problema nenhum", disse.

Pezão passou o carnaval em sua casa de Piraí, no sul fluminense. Já Crivella foi para a Europa e deu uma declaração dizendo que decidiu "tirar uma folguinha". Em um vídeo, ele disse que o carnaval estaria "sob o controle".

Durante o carnaval, foram registrados vários episódios de violência, como arrastões, furtos, saque em um supermercado no Leblon, zona sul do Rio, e o sargento Fábio Miranda Silva foi morto no Méier, zona norte.

Na terça-feira, 13, um grupo fantasiado de bate-bola foi detido no centro do Rio com uma pistola calibre 9 mm e um artefato explosivo de fabricação caseira, além de objetos roubados como celulares, relógios e carteiras.

Questionada se houve falhas no esquema, a assessoria da Secretaria de Segurança do Rio se limitou a responder por meio de nota que "as estatísticas oficiais de criminalidade do Rio de Janeiro são provenientes dos registros de ocorrência lavrados nas delegacias de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e divulgadas mensalmente pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), de forma sistemática e transparente". (Constança Rezende)
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