Agência Tecban
14/12/2021 12:40

Open Insurance traz novas oportunidades com o início da 1ª fase


Com a entrada em vigor do compartilhamento de informações sobre produtos de seguros a partir de 15 de dezembro, a 1ª fase do Open Insurance cria ainda mais expectativa sobre os potenciais benefícios ao consumidor, que poderá ter acesso a melhores produtos e serviços, e oportunidades para as empresas do setor. Por trás dos avanços está a essência do sistema financeiro aberto: mais poder de escolha para que o consumidor possa escolher qual atende melhor suas necessidades.
A mudança de padrão no mercado impactará de forma positiva a concorrência. "A partir da implementação da 1ª fase, surgirão serviços comparadores de informações onde os consumidores poderão ver todas as opções de oferta em um único lugar. As próprias seguradoras poderão analisar ou realizar a comparação com os demais concorrentes", explica o Head de Novas Plataformas e Open Banking da TecBan, Tiago Aguiar.
Segundo o executivo da TecBan, essa 1ª fase de implementação do Open Insurance também representa o início do Open Finance, que conecta Bancos e Segurados no Sistema Financeiro Aberto.
"Nesta fase, o que está sendo compartilhado é somente as informações sobre os produtos e os serviços de seguro e não os dados do cliente segurado, o que só deve acontecer em meados de 2022, uma vez mantido o cronograma", ressalta.

Mais produtos

As seguradoras estão no centro dessa etapa e, junto com os consumidores, serão as beneficiadas. Atualmente, a participação dessa indústria no PIB brasileiro é de 6,7%, mas é esperado que a fatia aumente com o contexto criado pela nova fase do Open Banking. Fenômeno similar deve ocorrer com os mercados de previdência, câmbio, investimentos, que também são contemplados pelas novas regulações.
O crescimento desses setores, que possuem potencial represado, deve ser motivado por inovações e novos modelos, necessários para criar o diferencial competitivo que permitirá a atração de novos clientes. Como resultado, o movimento cria uma realidade favorável ao público consumidor.
"A tendência é que o novo modelo traga benefícios e facilite a vida dos consumidores, ampliando a oferta de diversos produtos em setores que possuem potencial de crescimento represado, como seguros e investimentos. Por exemplo, uma oportunidade que deverá emergir a partir da completa entrada em vigor do Open Banking e do Open Insurance, são os microinvestimentos e os microsseguros com ofertas personalizadas que serão possíveis a partir de um completo entendimento dos hábitos e da saúde financeira do cliente", diz Aguiar.
O potencial de crescimento e as novas oportunidades se tornam ainda maiores se forem incluídas pessoas que hoje vivem à margem do sistema bancário. "O Brasil tem uma quantidade muito grande de pessoas desbancarizadas - que, na verdade, são realmente desfinanciadas. Sem conta em banco, muitas outras oportunidades de crédito, previdência e seguro, por exemplo, também são perdidas. Essas pessoas podem ser especialmente beneficiadas pela abertura de mercado".

Lucros

O Open Finance também abre portas para o surgimento de novos modelos de negócios que, até o momento, não eram possíveis. Antes do surgimento da API Economy, os bancos e seguradoras criavam seus produtos e controlavam a distribuição nos canais.
Agora, as APIs permitem a troca de dados entre sistemas diferentes, possibilitando a integração e o seu funcionamento. "Com o Open Banking os bancos passarão a poder escoar seus produtos, via API, em outros canais de distribuição, como por exemplo outras instituições financeiras e fintechs. Também, poderão importar produtos de terceiros e oferecê-los a seus clientes, como exemplo os serviços de gestão financeira pessoal", explica o executivo da TecBan.
Aguiar diz, ainda, que o Open Finance permitirá aos participantes monetizarem ativos já existentes, ofertando ao mercado APIs que possam consumir dados não regulatórios - ou seja, informações que, hoje, não são obrigados a compartilhar conforme regulação vigente, "mas que podem ser oferecidas pelo mesmo canal, porém via APIs Premium que podem ter uma cobrança embutida para o seu consumo".

Preocupação

Como tudo que é novo, o Open Finance ainda é um mundo cheio de dúvidas sobre funcionalidade e segurança para uma parcela da população. A realidade foi captada em pesquisa realizada pela TecBan em conjunto com a Ipsos. O objetivo do levantamento foi entender os hábitos, percepções e sentimentos dos consumidores por temas relacionados ao Open Banking.
Um dos itens revelou que 46% dos brasileiros estão preocupados com a forma como seus dados financeiros serão usados no novo sistema. O percentual, no entanto, é 14% menor do que o registrado em 2018. O estudo também apontou que sete em cada 10 brasileiros confiam em bancos já estabelecidos para o compartilhamento dos dados.
Além disso, 40% dos entrevistados afirmaram que teriam prazer em compartilhar suas informações financeiras com um terceiro que não fosse o banco com o qual já tivesse relacionamento.
"Não há dúvida, portanto, que a confiança no uso dos dados é um fator crucial para adesão ao Open Finance. Garantir essa segurança tem sido o principal foco de investimento das empresas que estão trabalhando na implementação do ecossistema. Portanto, tudo está sendo feito para que o sistema financeiro aberto seja próspero e as informações pessoais do cliente estejam protegidas", informa o Head de Novas Plataformas e Open Banking da TecBan.
Mas ainda há tempo para que o brasileiro se adapte ao Open Finance, uma vez que o sistema só estará operando em sua totalidade quando todas as fases estiverem implementadas, o que deve ocorrer no final de 2022.
Mesmo assim, Aguiar explica que o potencial do Open Banking só começará a se mostrar a partir do momento que as instituições estiverem, de fato, habilitadas para consumir dados umas das outras.
"O Open Finance está em construção no Brasil e estará plenamente em vigor a partir dos próximos anos. Neste momento, o mais importante é construir bem os alicerces e preparar os produtos que serão lançados nos próximos 24 meses com base nos dados abertos", finaliza o executivo da TecBan.
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