Agência CEBDS
29/10/2019 16:34

CEBDS LANÇA PUBLICAÇÃO SOBRE AGRICULTURA 4.0



Edição reúne conjunto de tecnologias que permitem produzir mais e melhor no campo, com cuidado e proteção aos recursos naturais



Rio de Janeiro, 29 de outubro de 2019 – O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) lançou hoje, em São Paulo, a publicação ‘Agricultura 4.0: Contribuição para redução de emissões e resiliência às mudanças climáticas’ (https://biblioteca.cebds.org/agricultura-4-0) que reúne um conjunto de tecnologias que permitem produzir mais e melhor no campo, com cuidado e proteção aos recursos naturais. Produzida pelo programa de Inteligência Agroclimática (IAC) do CEBDS, a publicação mostra que a inovação tecnológica é o caminho para a adoção de um modelo de agricultura mais sustentável no Brasil.



 



Sensores de alta precisão para monitoramento nos equipamentos agrícolas; hiperconectividade (como big data, cloud computing, internet das coisas, operação remota); sistema de informação geográfica (como GPS, imagens de satélite, geoprocessamento); robótica e uso de drones; e inteligência artificial. “Esses sistemas permitem, por exemplo, a identificação de qual metro quadrado de uma determinada área precisa de mais ou menos irrigação a partir de dados meteorológicos. Dessa forma, é possível antecipar com mais precisão e eficiência quando e como as máquinas de irrigação devem atuar, o que permite um uso mais sustentável de recursos hídricos”, disse Felipe Cunha, assessor técnico do CEBDS.



 



Hoje é difícil encontrar uma fazenda brasileira que não tenha pelo menos uma solução ligada à conectividade, como as cada vez mais evoluídas previsões de alterações do clima. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 93% dos produtores rurais possuíam smartphones em 2018. De acordo com o World Government Summit, até 2020, mais de 75 milhões de dispositivos agrícolas de IoT (Internet das Coisas, na sigla em Inglês) agrícolas estejam em uso no mundo. Como consequência, a fazenda média gerará 4,1 milhões de pontos de dados diariamente em 2050, contra 190 mil em 2014.



O lançamento da publicação aconteceu durante o Painel Agricultura 4.0, que reuniu especialistas de empresas e do setor público para discutir oportunidades e compartilhar experiências bem-sucedidas de adoção de tecnologias avanças no campo. A líder de Estratégia em Agricultura e Meio Ambiente da Bayer, Alessandra Cerdeira Fajardo, apresentou a plataforma Climate FieldView, na qual o produtor integra softwares de geração, interpretação e armazenamento de informação com maquinários agrícolas, e via bluetooth envia esses dados para dispositivos móveis, como tablet ou smartphone.



“A plataforma gera mapas e relatórios em tempo real de informações de solo, desenvolvimento do plantio, monitoramento, umidade e colheita. “Dessa forma, o produtor obtém condições precisas para gerenciar sua produção, aumentando a produtividade e reduzindo custos”, explicou Alessandra.



O líder de Blockchain da IBM, Percival Lucena, destacou, entre as diversas soluções para o produtor rural, a possibilidade de acesso a informações sobre o sensoriamento de temperatura, umidade, modelos de previsão do tempo, modelos específicos para plantio, uso de agroquímicos e uma série de iniciativas em tempo quase real, que visam melhorar a produtividade ao mesmo tempo em que garantem um produto de origem sustentável. “Esses dados também são utilizados pelos bancos para a concessão de crédito”, complementou Lucena.



Guilherme Raucci, diretor de Novos Negócios da Agrosmart, AgTech que fornece serviços como monitoramento de lavoura e inteligência de dados, disse que é possível transmitindo soluções para clientes, mesmo que não haja nenhum tipo de conectividade na lavoura. A empresa instala sensores no meio das áreas plantadas e colhe dados em tempo real, como informações sobre a umidade do solo, condições climáticas e saúde das plantas. Em seguida cruza esses dados com informações de satélites e drones para fornecer as recomendações necessárias para o produtor. “O nosso trabalho é muito de proteção de valor, de mitigação do risco às mudanças climáticas”, disse o diretor da Agrosmart.



Já o supervisor da Secretaria de Inovação e Negócios da Embrapa, Cleidson Nogueira Dias, explicou que a busca por tecnologias no campo favoreceu, em um primeiro momento, a viabilização de solos difíceis para o plantio, como o do Cerrado, por exemplo. “Hoje é conduzida também por outros agentes, que perceberam a necessidade de mudança na forma de se fazer agricultura e pecuária no Brasil”, destacou o porta-voz da Embrapa.



SOBRE O CEBDS



O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) é uma associação civil sem fins lucrativos que promove o desenvolvimento sustentável por meio da articulação junto aos governos e a sociedade civil, além de divulgar os conceitos e práticas mais atuais do tema. Fundado em 1997, reúne cerca de 60 dos maiores grupos empresariais do país, responsáveis por mais de 1 milhão de empregos diretos. Representa no Brasil a rede do World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), que conta com quase 60 conselhos nacionais e regionais em 36 países e de 22 setores industriais, além de 200 grupos empresariais que atuam em todos os continentes. Mais informações: https://cebds.org/

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